A operação foi feita por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa de Nova Venécia. Segundo o titular da DHPP, delegado Wilian Dobrovosk Simonelli, os jovens podem responder por crime de ocultação de cadáver, a depender do desenrolar da investigação.
Pelo artigo 211 do Código Penal, destruir, subtrair ou ocultar cadáver ou parte dele pode acarretar pena de reclusão de um a três anos, e multa.
A chave para a polícia localizar os suspeitos foi o pai do rapaz. O pai do suspeito esteve na delegacia e disse que viajou da cidade mineira para o Espírito Santo na tentativa de encontrar o filho para obter ajuda financeira e moradia.
Dobrovosk contou que, para se manter em Nova Venécia, o avô do bebê chegou a trabalhar na colheita de café, enquanto buscava informações sobre o paradeiro da família. Quando descobriu onde o filho estava, o pai do suspeito foi até a delegacia.
Os policiais foram até o bairro São Cristóvão, onde encontraram o casal abrigado numa manilha, deixada em uma das ruas. Os jovens foram conduzidos à Delegacia Regional de Nova Venécia.
Em depoimento à polícia, a adolescente confirmou à polícia que ela e o namorado enterraram o corpo do bebê nos fundos da casa da avó, na cidade mineira de Ouro Verde. Entretanto, de acordo com o delegado, “ela não informou se a criança foi assassinada, limitando-se a dizer que seu namorado sufocava o recém-nascido”.
Além disso, o delegado titular da DHPP disse que a mãe do bebê relatou que, após a morte do filho, ela e o companheiro decidiram roubar uma motocicleta que usaram para viajar a Nova Venécia, onde venderam o veículo por R$ 2 mil.
“Constatamos que o jovem estava com mandado de prisão preventiva em aberto, por crime patrimonial, expedido pela Justiça de Teófilo Otoni, em Minas Gerais”, destacou o delegado.
Em contato com o delegado responsável pela cidade de Ouro Verde, a Polícia Civil de Nova Venécia foi informada que a polícia mineira havia sido demandada recentemente sobre o caso. A autoridade policial de Minas, então, solicitou o transporte da adolescente e do namorado, para assumir o caso.
Com a investigação em andamento, dependendo da descoberta da causa da morte do bebê, o casal pode responder por outros crimes. O delegado Wilian Dobrovosk adianta que, dependendo do resultado das investigações sobre a causa da morte e eventual participação do casal, num primeiro momento, o rapaz pode responder por ocultação de cadáver e, a adolescente, por ato infracional análogo a esse mesmo tipo de crime.
Informações: G1.



