
A morte de Eloara de Jesus Izidorio, de 1 ano e 11 meses, comoveu a região de Jacupemba, em Aracruz, no Espírito Santo. A menina, que completaria 2 anos na próxima segunda-feira (13), chegou a ser levada ao Pronto Atendimento (PA) de Jacupemba na manhã de domingo (5), mas já apresentava marcas de tortura espalhadas pelo corpo.
As equipes médicas da unidade de saúde confirmaram os sinais de violência e acionaram imediatamente a polícia, diante da suspeita de que a criança também pudesse ter sofrido abuso sexual.
Segundo investigações da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Aracruz, o principal suspeito é o próprio pai da menina, Admilson de Jesus Agapito. Ele foi autuado em flagrante por tortura com resultado morte contra criança e encaminhado ao sistema prisional.
Agressões começaram no sábado
De acordo com o delegado Ricardo Barbosa, responsável pelo caso, a mãe de Eloara revelou que o pai já vinha agredindo a filha há algum tempo. A menina era diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e Admilson demonstrava irritação constante com o comportamento dela.
“As agressões tiveram início no sábado à noite e continuaram no domingo”, afirmou o delegado, com base no depoimento da mãe. A mulher ainda relatou que a criança chegou a ficar desacordada após as pancadas e só recuperou a consciência algum tempo depois. Foi então que parentes da mãe levaram Eloara ao hospital.
Tia registrou hematomas e suspeito confessou
Irmã da mãe da menina, uma tia de Eloara fez vídeos e fotos do corpo da criança após as agressões. Nas imagens, é possível ver hematomas e os olhos da menina inchados e roxos.
A tia contou que tentou intervir durante as agressões, mas foi ameaçada pelo cunhado com um facão. Segundo ela, aos policiais, Admilson confessou os crimes sem hesitar: “Eu bati na menina, eu que bati a cabeça dela na cama, eu bati com cipó, com tábua”.
Mãe também será investigada
Apesar de a mãe ter colaborado com as investigações e apontado o marido como autor das agressões, a polícia informou que ela também terá que explicar por que não denunciou os maus-tratos anteriormente. O corpo de Eloara foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML) em Linhares, onde passará por exames de necropsia — incluindo a verificação de possível violência sexual.
O caso segue sob investigação da DHPP de Aracruz.


