A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu, nesta quarta-feira (29), o inquérito que investigava a morte do motociclista Charles de Souza Silva, de 22 anos, vítima de um grave acidente de trânsito ocorrido no último dia 11 de julho, na avenida principal do bairro São Cristóvão, em Nova Venécia, no Noroeste do Estado.
Ao término das investigações, o motorista do carro envolvido no atropelamento foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar, com causa de aumento de pena por omissão de socorro. O nome e a idade do investigado não foram divulgados pelas autoridades.
De acordo com a Polícia Civil, o inquérito foi conduzido pelo delegado Douglas Trevizani Sperandio, da Delegacia Especializada de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Nova Venécia, e já foi encaminhado ao Poder Judiciário.
“O inquérito foi concluído e relatado ao Poder Judiciário no mês de julho. O investigado foi indiciado por homicídio culposo no trânsito com causa de aumento de pena pela omissão de socorro”, informou a corporação em nota.
Segundo informações da Polícia Militar registradas no dia do acidente, equipes foram acionadas para atender a ocorrência e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram a morte de Charles ainda no local.
Conforme o boletim policial, o motociclista trafegava pela via principal quando um veículo de cor prata, que seguia por uma via lateral no mesmo sentido, realizou uma conversão à esquerda para atravessar a pista. O jovem tentou frear, mas não conseguiu evitar a colisão.
Após o impacto, o automóvel passou sobre a motocicleta e o corpo da vítima. Em seguida, o motorista deixou o local sem prestar qualquer tipo de socorro.

Charles de Souza Silva tinha 22 anos. Crédito: Montagem Rede Notícia
Imagens de câmeras de videomonitoramento registraram toda a sequência do acidente. As gravações mostram o momento em que o veículo realiza a conversão, atinge o motociclista e passa sobre a vítima.
As imagens também revelam que o carro chega a parar logo após o atropelamento. Um passageiro desembarca, observa o local por alguns instantes, retorna ao veículo e, em seguida, o motorista foge sem prestar assistência ao jovem.
Conforme a Polícia Civil, no dia 13 de julho, dois dias após o acidente, o motorista e o passageiro compareceram espontaneamente à Delegacia de Polícia de Nova Venécia acompanhados por uma advogada.
Os dois prestaram depoimento e foram liberados. Segundo a corporação, não havia mandado de prisão em aberto, o caso já não se enquadrava em situação de flagrante e, naquele momento, não existiam elementos jurídicos que justificassem a prisão dos envolvidos.
A reportagem procurou o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) para saber se a denúncia contra o motorista já foi oferecida à Justiça. Até a última atualização desta matéria, o órgão não havia se manifestado.


