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Coloca na vitrola e deixa tocar

por Cleber Luiz Sabino
18/04/2018
Capturarlç
Malta coleciona relíquias e faz questão de ter todas catalogadas

Há quem ainda curta o famoso bolachão. Muita gente que está lendo está matéria, nem tinha nascido quando o vinil era o maior barato, e só existiam eles. Nada de CD, nem pen drive e muito menos bluetooth. Com o passar do tempo, eles caíram de moda e saíram das lojas convencionais. Só que o valor sentimental e o prazer de ouvir um bolachão no toca disco, vence a tecnologia para muitos. Quando o disco acabar, virar o lado para tocar o outro,  para muitos não caiu de moda. É o caso do jornalista e radialista Carlos Alberto Malta, 69, que tem uma coleção com cerca de 500 discos de vinil (78 – 33 e 45 rotações).

“Tenho várias relíquias, mas a que mais gosto é “Desfile de Campeãs”, com Jamelão e Escolas de Samba (1961). Não empresto nenhum, sei que não voltam. Tenho muito ciúme e cuidado com meus discos, limpo cada unidade e no momento, estou recatalogando todos”, fala Malta.

O jornalista relata que começou com o acervo em 1968, quando iniciou a trabalhar na extinta Super Rádio Vitória AM. Entre as preciosidades do morador de Nova Venécia, o vinil de maior valor sentimental pra ele, é  de  Nelson Cavaquinho, gravado na Odeon em 1973 e que tem na contra capa, uma entrevista com o cantor e o parceiro, Guilherme de Brito. “Já comprei muitos discos,  mas hoje em dia, minha coleção vai aumentando devido aos presentes de amigos, inclusive, se alguém tiver um para me oferecer, vou gostar”, diverte.


* Texto extraído da reportagem  Aficcionados por coleções, veiculada no jornal  A Notícia deste sábado (14/01/2017).

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