
O Espírito Santo exportou mais de 5 milhões de sacas de café entre janeiro e setembro de 2026. O volume é 58% maior que o registrado no mesmo período de 2025. A receita cambial somou US$ 1,2 bilhão, avanço de 28%, conforme dados do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV).
Conilon puxa o resultado
O conilon foi o principal produto da pauta, com 4,22 milhões de sacas embarcadas nos nove primeiros meses do ano. Esse número já coloca 2026 na terceira posição entre os maiores volumes anuais da espécie na série histórica do CCCV, iniciada em janeiro de 1990.
Apenas dois anos tiveram desempenho superior: 2024, com 7,06 milhões de sacas, e 2020, com 4,8 milhões. De acordo com a entidade, se o ritmo dos embarques for mantido, o estado pode fechar 2026 com o segundo maior volume anual de exportações de conilon já registrado.
As vendas de arábica chegaram a 583 mil sacas no período, alta de 31% sobre 2025. Já o café solúvel teve queda de 17%, com 289 mil sacas. O preço médio das exportações foi de US$ 236 por saca.
Setembro supera o mesmo mês de 2025
Somente em setembro, o estado embarcou 748 mil sacas e movimentou US$ 172 milhões. Houve recuo na comparação com agosto, mas o volume ficou 55% acima do de setembro do ano passado, e a receita cambial cresceu 33% na mesma base de comparação.
O conilon respondeu por 652 mil sacas no mês, 70% a mais que em setembro de 2025. O arábica somou 73 mil sacas, com alta de 14%. O café solúvel, por outro lado, recuou 40%, com 22 mil sacas.
Café capixaba chega a 63 países
De janeiro a setembro, o café do Espírito Santo foi vendido para 63 países. A Bélgica ficou na liderança, com 15% do volume total, seguida por México (12%), Alemanha (8%), Colômbia (8%) e Estados Unidos (7%). Espanha, Itália, Turquia, Reino Unido e Argentina completam a lista dos principais compradores. Os dez maiores destinos concentraram 77% das exportações no período.
Em setembro, a ordem mudou: o México assumiu o primeiro lugar, com 18% dos embarques, à frente da Alemanha (16%), da Bélgica (12%) e da Itália (10%). No mês, 38 países compraram café capixaba, e os dez principais mercados ficaram com 81% do volume.


