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O movimento cultural de Vila Pavão e os 21 anos do Grupo Infantil Pomitafro

por Cleber Luiz Sabino
28/11/2022
Uma das formações do Grupo Pomitafro
Por Cléber Sabino (clebersabino@vilanoticias.com)

Enquanto o mundo pelas telas da TV vê ressurgir ondas de intolerância e desrespeito ao direito das pessoas de manterem as suas crenças e tradições, Vila Pavão celebra as relações étnicas.

O movimento cultural, surgido a partir da criação da Pomitafro, em 1989 com a proposta de integrar as principais etnias existentes no município, o pomerano, o italiano e o afro-brasileiro, através de suas tradições: a dança, a culinária e a língua,  ao longo dos anos se transformou num caldeirão cultural dando presença e voz às manifestações artístico/cultural de diversos municípios do estado e de outras regiões, adormecidas até então. A festa ganhou reconhecimento e prêmios dentro do Brasil e em países da Europa.

Se há algo que deveria ser, mas não é nada simples na existência humana é a arte de conviver em meio às diferenças, no entanto, muitos concordam que cultura e a educação são os melhores antídotos na promoção do respeito à diversidade.


Uma das apostas no combate a esse mal no país é a pluralidade étnica, já que a identidade cultural brasileira vem sendo formada pela mistura de diferentes nacionalidades.

Nesse aspecto, a modesta cidade de Vila Pavão, localizada na região noroeste do Espírito Santo, com sua Pomitafro e através do movimento cultural de mesmo nome vem dando sua contribuição no processo de construção de uma sociedade mais justa e civilizada.

Vila Pavão é uma cidade pequena, mas com uma grande diversidade cultural que deu uma identidade particular ao lugar. Conforme o secretário municipal de Cultura e Turismo, Gil Leandro Breger Lauvers Paz, atualmente a cidade conta com nove grupos folclóricos em atividade, envolvendo os descendentes de pomeranos, italianos e afro-brasileiros, além de associações de apoio às tradições culturais locais.

“O movimento Pomitafro foi constituído pela sociedade civil e não se limita apenas à realização anual da festa Pomitafro, ao contrário, movimenta a cultura o ano inteiro, nas  escolas, nos grupos de dança, nos comércios e nas feiras, onde pode-se comprar um brote, um capeletti, uma cocada e outros produtos da culinária local. No dia a dia da cidade é comum ver pessoas falando o pomerano. Essas particularidades são marcas de Vila Pavão, reconhecidas onde quer que se vá“, completou o secretário.

21 anos do Grupo Infantil Pomitafro

Muito tem se falado sobre os grupos de danças tradicionais adultos da cidade, entre eles, o Grupo Folclórico Pomerano Fauhån, Grupo de Tradições Folclóricas Italianas Piccolo Pavone e Grupo de Danças Afros  Zacimba. Hoje porém, vamos nos ater ao Grupo de Tradições Folclóricas Pomitafro ou Grupo Infantil Pomitafro que no próximo 1º de setembro, completa 21 anos de história.

Estandarte do Grupo Pomitafro

O grupo nasceu a partir da ideia das ex-alunas do Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI), Jorcy Foerste Jacob, Jhenyeli Janut Tesch e Laisa Ramlow Macedo.

Segundo os registros, o debate para a formação do grupo aconteceu na Secretaria Municipal de Educação e Cultura, na época puxado pelo então titular da pasta Jorge Kuster Jacob.  “As três ex-alunas Jorcy, Jhenyeli e Laisa reivindicavam a criação de um grupo em que os integrantes pudessem interagir uns com os outros, dançando músicas pomeranas, italianas e afro-brasileiras, enfim, todos dançando com todos, dentro do mesmo grupo“, assinalou o ex-secretário.

A proposta das jovens ganhou força, pois, além de proporcionar uma forma diferenciada de lazer para uma faixa etária com poucas opções de lazer em Vila Pavão na época, contribuía ainda para resgatar as manifestações culturais e históricas das etnias predominantes, integrando-as ao mesmo tempo. Daí veio o nome Pomitafro, e assim, no dia 1º de setembro de 1.999 as professoras Aghata Wutke da Costa e Alzira Ramlow, abraçaram a ideia e passaram a coordenar as atividades do grupo.

 

Idealizadoras do Grupo Pomitafro

Na verdade, o grupo sintetiza a essência da Pomitafro. “Éramos crianças. Queríamos um grupo de danças para interagir com os amigos da escola, sem restrição quanto às etnias e participar das Pomitafros. Vivíamos o dia inteiros juntos e queríamos ficar juntos representando a cultura do nosso município”, destacou Jorcy Foerste Jacob, mentora e ex-integrante do grupo.

No dia 17 de setembro de 1.999, foi realizada a primeira reunião para agendar os primeiros ensaios e angariar recursos para a manutenção do grupo.

 

Tudo junto misturado

Vários dançarinos que hoje integram os grupos de danças folclóricas adultos da cidade passaram pelo Pomitafro.

“Naquela época não existia tantos recursos como hoje em dia. Não havia internet ou outras ferramentas tecnológica para auxiliar no trabalho de pesquisa e as músicas eram reproduzidas em fitas cassete. O treinamento da etnia afro-descendente ficou sob minha responsabilidade, e como não tínhamos muitas informações, a gente tinha que criar as coreografias das danças de acordo com o nosso próprio entendimento da cultura para ensaiar com com os alunos. Se era, idêntico, parecido ou condizia com a manifestação, não sabíamos porque não tínhamos muitas fontes para pesquisar. A paloma, minha sobrinha, era a “mascotinha” e fazia muito sucesso nas apresentações embaladas pela música “Perola Negra”. Ela era muito querida mesmo. Era um show à parte com sua bonequinha. O interessante é que até hoje as coreografias da época, claro com algumas modificações e a música “Perola Negra” , depois de mais de duas décadas, ainda são usadas nas apresentações”, contou Agatha Wutke da Costa, coordenadora na época da fundação.

O Grupo ficou alguns anos sem ensaios e apresentações, mas, em 2007, foi resgatado pelas professoras da escola Esther da Costa Santos, Nilvani Rossini e Valdete Berger Matheus com funções específicas no Projeto Arte na Escola.

Em rodas de conversas e debates com os alunos das oficinas de Teatro e Música sobre temas trabalhados pela escola, tais como: Diversidade Cultural; Respeito; Folclore Brasileiro e Festa Pomitafro é que surgiu a ideia de resgatar o grupo que estava adormecido por falta de lideranças para coordená-lo.

Com o apoio da ex-diretora Marlene Moronari de Oliveira e da ex-secretária de Educação Lucinete Buge Zucatelli foi autorizado ao Projeto Arte na Escola assumir essa coordenação em parceria com a Secretaria de Cultura.

Para as oficinas de Danças Folclóricas, o projeto contou com o apoio de integrantes dos grupos do município, representando as etnias Pomerana, Italiana e Afrodescendente e também de ex-integrantes do Grupo Pomitafro.

Com a mudança na administração política do município, nos anos de 2013 a 2016, novamente o grupo ficou parado, sem ensaios e apresentações por motivo de encerramento do projeto.

Em 2017 a escola Esther da Costa Santos realizava com alunos, funcionários e comunidade o projeto “Festa da Alegria: Resgatando as memórias culturais da POMITAFRO”. A realização do referido projeto trouxe mais uma vez motivação para reconstituir uma nova formação do Grupo Pomitafro, cujos integrantes eram todos estudantes da instituição. Nesse sentido, a coordenadora de turno Kelly Ramlow, em parceria com a professora de Educação Física, Elisangela Silva e integrantes dos grupos Fauhan e Picolo Pavone ensaiaram danças das três etnias para que as mesmas fossem apresentadas no encerramento do projeto.

Um ponto fundamental para que esse resgate fosse consolidado, segundo a professora Valdete Berger Matheus, atual coordenadora do grupo, foi o apoio do Ponto de Cultura Pomitafro, que através de editais de cultura, obteve recursos que possibilitaram a confecção dos trajes que até os dias atuais usados pelos integrantes.

Em 2018, o Prefeito Irineu Wutke e a secretária de Educação Arlete Ramlow de Souza implementaram o Projeto Arte e Cultura na Escola, estendendo a carga horária das professoras efetivas, Nilcinéia Quintino e Valdete Berger Matheus para a coordenação do mesmo.  O Grupo Pomitafro então fica inserido como um dos grupos do ProArteCultura. Os ensaios acontecem semanalmente no auditório ou pátio da escola.

Atualmente o Grupo Pomitafro conta com 21 integrantes, sendo estes estudantes do Ensino  Fundamental a partir do 4º ano. Três integrantes são alunos do CEIER, que transferiram e a família solicitou a permanência no grupo.

A coordenação está sendo feita pelas professoras Valdete Berger Matheus com o apoio da professora Elizangela Ferreira de Aguiar.

Ao longo dos anos o grupo se apresentou em vários eventos municipais e intermunicipais.

Diante da Pandemia do coronavírus, está sem ensaios, mas ativo e interagindo através de grupo no whatsApp.

Tribuna da Câmara 

Na próxima sessão da Câmara Municipal, marcada para esta terça-feira (1), o pesquisador Jorge Kuster Jacob fará uso da Tribuna Livre para explicar aos vereadores detalhes do surgimento e homenagear, dançarinos e pessoas que contribuíram para a formação e a manutenção do grupo.

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