
A BR-101, no Espírito Santo, passou a contar com duas câmeras equipadas com Inteligência Artificial (IA) integradas à fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os equipamentos foram instalados pela concessionária Ecovias Capixaba e funcionam como uma ferramenta de apoio para identificar, em tempo real, possíveis infrações cometidas pelos motoristas.
As câmeras de alta resolução foram acopladas a Painéis de Mensagem Variável (PMVs) instalados em pontos estratégicos da rodovia. Uma delas está localizada no trecho Norte, em Linhares, enquanto a outra fica no trecho Sul, no município da Serra.
O que as câmeras conseguem identificar?
Ao contrário dos radares convencionais, que têm como principal função fiscalizar a velocidade, o sistema utiliza inteligência artificial para identificar comportamentos considerados irregulares durante a condução do veículo.
Entre as situações detectadas estão:
- motorista ou passageiro sem cinto de segurança;
- uso de telefone celular ao volante;
- transporte irregular de crianças ou animais no banco dianteiro.
O sistema também utiliza tecnologia OCR, capaz de fazer a leitura das placas dos veículos, além de recursos de infravermelho que permitem a captura de imagens mesmo durante a noite.
Quando a inteligência artificial identifica uma possível irregularidade, o sistema gera um alerta e registra a imagem. As informações são encaminhadas para uma central, onde agentes da PRF fazem a análise e a validação antes de uma eventual emissão da autuação.

Velocidade média também está sendo monitorada
Além das câmeras que identificam comportamentos dos motoristas, a BR-101 no Espírito Santo também conta com um sistema experimental para monitoramento da velocidade média dos veículos.
O teste ocorre entre os quilômetros 102 e 125, no trecho entre Sooretama e Linhares, onde o limite de velocidade é de 60 km/h.
A tecnologia funciona de maneira diferente de um radar convencional. Em vez de verificar apenas a velocidade no momento em que o veículo passa pelo equipamento, o sistema calcula o tempo gasto pelo motorista para percorrer a distância entre dois pontos de fiscalização.
Dessa forma, um veículo que percorra o trecho em tempo inferior ao necessário para respeitar o limite de velocidade pode ser identificado pelo sistema. A tecnologia busca evitar, por exemplo, que o motorista reduza a velocidade somente ao passar diante de um radar e volte a acelerar logo depois.
Neste momento, o monitoramento da velocidade média tem caráter experimental e está sendo utilizado para avaliar a tecnologia e seus possíveis impactos na fiscalização e no comportamento dos condutores.


