
Uma disputa judicial envolvendo o atacante Richarlison e o senador Flávio Bolsonaro voltou a ganhar repercussão nas redes sociais após o jogador afirmar que perdeu a posse de uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada em Ilha Comprida, e que ainda não recebeu o valor investido no imóvel.
A manifestação ocorreu em um comentário publicado em uma postagem da advogada imobiliária Ana Paula Zantut. Na mensagem, Richarlison declarou ter investido aproximadamente R$ 10 milhões na aquisição da residência e afirmou que, mesmo após perder a posse, segue sem ser ressarcido.
Segundo a advogada, o jogador e seu empresário permanecem como proprietários do imóvel, enquanto o direito de posse teria sido adquirido posteriormente pelo advogado Tomaz Willer, apontado como ligado ao senador Flávio Bolsonaro. A partir dessa negociação, teve início a disputa judicial sobre a validade da transferência da posse.
Entenda o caso
De acordo com as informações apresentadas por Ana Paula Zantut, a controvérsia começou em 2020, quando Richarlison adquiriu a mansão. Na mesma época, Flávio Bolsonaro também teria demonstrado interesse na propriedade e, conforme relatado, tentou reverter a negociação após tomar conhecimento de que o imóvel já havia sido vendido ao atleta.
Cinco meses depois, segundo consta no processo, o senador retornou ao local de lancha e solicitou ao antigo proprietário que apresentasse a residência a um possível comprador.
Pouco tempo depois, a esposa do empresário de Richarlison, que residia na mansão, foi surpreendida pela chegada de policiais e de um oficial de Justiça para o cumprimento de uma ordem relacionada à reintegração de posse.
Foto da mansão
O que está em discussão
A disputa judicial não trata da propriedade do imóvel, mas da legalidade da posse. Conforme explica a advogada, Richarlison e seu empresário continuam registrados como proprietários da mansão. O questionamento diz respeito ao direito de uso e ocupação do imóvel, que teria sido transferido ao advogado Tomaz Willer.
Ainda segundo Ana Paula Zantut, uma das sócias da empresa M Locadora, responsável pela posse da residência, afirmou ter sido induzida a erro ao assinar o contrato que transferiu esse direito. Caso a Justiça reconheça a existência de irregularidades ou simulação no negócio, o contrato poderá ser anulado, permitindo que Richarlison recupere a posse da mansão.
Senador nega participação
Flávio Bolsonaro nega qualquer envolvimento na disputa judicial pela posse do imóvel. Em 2022, o senador divulgou uma nota em suas redes sociais afirmando não participar do processo e contestando as alegações relacionadas ao caso.
O processo segue em tramitação na Justiça, que deverá decidir sobre a validade da transferência da posse e os direitos das partes envolvidas.



