
Vila Notícias – R$ 24,1 bilhões. Esse foi o preço que o governo federal, e os governos estaduais do ES e MG aceitaram pelo maior desastre ambiental já ocorrido no Brasil.
Em Mariana (MG), no dia 05 de novembro do ano passado, uma barragem da mineradora Samarco rompeu, matou 17 pessoas e deixou mais de 600 desabrigados, além de destruir os distritos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo.
Foram mais de 11 toneladas de peixes mortos, 35 cidades afetadas e cerca de 1,5 mil hectáres de vegetação arruinados.
Nesta quarta-feira (2), a presidente Dilma se reuniu no Palácio do Planalto com ministros, senadores e deputados da bancada do ES, prefeitos e com o presidente da Samarco para assinarem um acordo de recuperação dos danos gerados pelo acidente.
O projeto estima cerca de 20 bilhões que garantem a reparação social, econômica e ambiental do desastre. Além de R$ 4,1 bilhões para investimentos em ações compensatórias em 15 anos, sendo que R$ 4,4 bilhões desse valor, serão investidos até 2018 em um programa com 38 propostas.
O acordo prevê também recuperar 47 mil hectáres sendo no mínimo 40 mil ha de áreas de proteção permanente degradadas na bacia do rio Doce.
Se a recuperação dos 40 mil ha custar um valor inferior a R$ 1,1 bilhão, outras ações de reflorestamento e/ou regeneração serão requeridas até atingir o referido valor.
Para o deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES) qualquer acordo firmado não seria suficiente para reparar o que ocorreu. Ele disse ainda que a lei nacional de prevenção às barragens é muito ineficiente.
“O que faltou no debate foi criar novos mecanismos de prevenção, não só para o Rio Doce, porque poderemos ter o rompimento de outras barragens no país”, afirmou o parlamentar capixaba.
Informações Agência Congresso.

