
Vila Notícias – Nesta quinta-feira, dia 02 de junho, completa um mês que mais de 300 alunos da rede pública de ensino de Vila Pavão estão sem estudar por causa da paralisação dos ônibus escolares.
A paralisação prejudica alunos que estudam no Centro Estadual Integrado de Educação Rural (CEIER), EEEFM Professora Ana Portela de Sá e alunos da rede municipal das linhas compartilhadas, residentes na zona rural do município que dependem do transporte público para chegar às escolas.
Alguns estudantes que insistem em ir à escola, quando não são levados pelos pais, ou não conseguem carona, chegam a caminhar até oito quilômetros por dia.
A paralisação ocorre porque os contratos do Governo Estadual com as empresas que prestam o serviço de transporte escolar no município, venceram no final do mês de abril e os empresários não aceitam renova-los nos termos estabelecidos pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu), através de portaria que estipula um valor por quilômetro rodado, porque segundo eles, os preços não cobre os custos, visto que o estado trabalha com a tabela de 2015.
A situação preocupa os pais. Eles temem que os filhos fiquem atrasados em relação aos outros alunos e fiquem reprovados, vez que, mesmo com o número reduzido de alunos, as escolas continuam funcionando.
Preocupados com a situação, na última terça-feira, (31), pais de alunos, alunos e professores, acompanhados do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Ademir Cassaro e da presidente do Sindipúblicos-VP, Neusdete Rossini Moreira, se reuniram com o prefeito Eraldino Jann Tesc em seu gabinete, e depois, com autoridades do Ministério Público no fórum de Nova Venécia para discutir o assunto.
Ao comentar o assunto, o prefeito Eraldino, disse que entende perfeitamente a preocupação dos pais. Afirmou que está intervindo, dialogando com representantes do Governo Estadual e até solicitou a intervenção do Ministério Público para ajudar a resolver o impasse, para que os alunos retornam o mais rápido possível às salas de aula. “Apesar de toda essa crise, o que compete ao município, estamos fazendo. Agora, o que compete ao estado, mesmo que quiséssemos, não cabe a nós resolver“, disse.
Quanto aos boatos de uma possível paralisação nas escolas estaduais do município, em decorrência da falta do serviço de transporte aos alunos do interior, a diretora da EEEFM Professora Ana Portela de Sá, Creuza Joan Kosky, afirma que até o momento, nada ainda foi discutido a esse respeito.
Já com relação à reposição das aulas perdidas pelos alunos, o diretor do CEIER, Irineu Wutke, afirmou nesta tarde, que é a Sedu quem vai definir a forma que a escola vai proceder para repor as aulas que os alunos estão perdendo.
O empresário Xester Tose, representante dos donos das empresas de Transporte Escolar, afirmou que as negociações com o Governo do Estado não avançaram em nada, por isso, a paralisação ficará mantida. A expectativa de Xester é que na semana que vem, o Ministério Publico Estadual se manifeste e as negociações evoluem.


