Por outro lado, também houve quem se salvasse na pior campanha da Seleção em uma Copa desde 1990.
Endrick
As reações ao gol que Endrick não fez. Não utilizado na estreia, contra Marrocos, o jovem atacante ganhou chance nos quatro jogos seguintes após forte clamor popular. Porém, não correspondeu às expectativas.
Nas partidas contra Haiti e Escócia, ele entrou no decorrer do segundo tempo e foi bastante discreto. Já contra o Japão, é acionado no intervalo, se movimenta bastante, mas cria pouco. O pior desempenho foi contra a Noruega, quando teve chance para abrir o placar cara a cara com o goleiro, mas finalizou muito mal.
Raphinha
Chegou à Copa como um dos astros da Seleção, mas teve desempenho aquém do que pode. Foi mal na estreia contra Marrocos e perdeu ótima chance na partida contra o Haiti, em que se machucou.
Casemiro
Embora importante no jogo contra o Japão, ao anotar o gol de empate, o volante teve uma Copa do Mundo abaixo do esperado.
Logo na estreia, foi amarelado no início, não jogou bem e foi substituído no intervalo. Viveu roteiro parecido na segunda fase, mas daquela vez foi mantido em campo por Carlo Ancelotti e conseguiu se redimir.
Neymar
Não era a “última dança” que o camisa 10 esperava. Chegou à Copa machucado e só foi estrear no terceiro jogo, quando entrou no segundo tempo.
Na segunda fase, contra o Japão, não saiu do banco de reservas, mesmo o Brasil precisando de força ofensiva para virar a partida.
Disputou 34 minutos contra a Noruega e esteve discreto. Se envolveu em confusões, levou cartão amarelo e anotou gol de pênalti, nos acréscimos.
Ancelotti
Era uma das esperanças do Brasil para acabar com o jejum de 24 anos, mas não entregou muito mais do que seus antecessores em Copas – em que pese o pouco tempo de trabalho e os muitos desfalques.
Fez apostas erradas, como em Ibãnez e Igor Thiago, que foram titulares na estreia e depois não entraram mais.
Seleção enfrentou dificuldades para encontrar alternativas ofensivas, além de jogar em transição. Contra a Noruega, Seleção ficou mais exposta após as substituições e sucumbiu.
Quem se salvou
Matheus Cunha
Carregando o peso de vestir a camisa 9 do Brasil, começou a Copa no banco, mas ganhou a posição e não saiu mais.
Fez três gols (dois contra o Haiti e um contra a Escócia) e também contribuiu na construção das jogadas, recuando para atuar como um meia. Contra a Noruega, sofreu pênalti no primeiro tempo.
Vini Jr
Assumiu o protagonismo que tanto lhe cobravam na Seleção. Contra Marrocos, salvou um jogo ruim do Brasil com uma jogada individual e o gol de empate. Depois, marcou contra Haiti e Escócia (duas vezes) e quase fez um golaço contra o Japão.
Esteve menos participativo contra a Noruega, mas foi dele o ótimo passe para a chance desperdiçada por Endrick no segundo tempo.
Douglas Santos
Superou as desconfianças, ganhou a disputa por posição com Alex Sandro e fez uma Copa bastante segura, sobretudo no aspecto defensivo.
Rayan
Escolhido para substituir Raphinha, entrou bem no time e mostrou personalidade, mesmo aos 19 anos.
Foi importante no trabalho sem bola, ajudando a pressionar os adversários e voltando bastante para marcar. Foi numa dessas pressões que
Faltou o gol e mais coragem para tentar jogadas individuais, mas ainda assim sai com saldo positivo desta Copa.
Bruno Guimarães
O pênalti perdido contra a Noruega não apaga a boa Copa do Mundo do meio-campista.
Deu quatro assistências e comandou o meio de campo brasileiro nos quatro primeiros jogos no torneio. Também exerceu papel importante na marcação.
Deve seguir como protagonista e um dos líderes do grupo no próximo ciclo de Copa.



